domingo, 24 de agosto de 2008

Bibliografia básica sobre Esoterismo

Sujeito a revisões, alterações, ampliações, etc.

Elaborei uma bibliografia bem básica, na maior parte em português, sobre o assunto, seguida de curtíssimas resenhas a respeito; boa parte destas obras li e reli, além de anotar, e por isso, indico com plena convicção.

Estou fornecendo os dados bibliográficos mais básicos, ie, título/autor/editora, às vezes com a coleção; não achei necessário dar o fichamento bibliográfico completo, ao menos por ora.

(Daniel R. Placido)


BIBLIOGRAFIA BÁSICA SOBRE ESOTERISMO

A-Introdução geral:

-Os mistérios ilustrados, F. X. King, Publifolha, 2 volumes

É estudioso inglês da Magia o autor; vale pelas ilustrações, independentemente de imprecisões conceituais, sobre catarismo, Rosacruz, alquimia, fênomenos paranormais, mitos populares, etc...

-O Esoterismo, Pierre A. Riffard, Mandarim

Monumental, obra com mais de 800 páginas, do Dr. P. Riffard (Sorbonne), é um texto básico sobre Esoterologia moderna (estudo academico do Esoterismo).A primeira parte aborda os temas, as correntes esotéricas, os invariantes, os tipos, a idéia de Esoterismo, os métodos, etc. A segunda é uma antologia do E Ocidental, dos mistérios gregos à R. Guénon.

-Dicionário de Esoterismo, idem, Teorema [Lisboa]

Dicionário riquissimo de P. Riffard, interessa a meu ver tanto ao esotérico, quanto ao filósofo e estudioso da religião.

-O Esoterismo, Antoine Faivre, Papirus

Outro grande estudioso academico do Esoterismo, Prof. de Esoterismo cristão da Sorbonne, A. Faivre não tem a visão universalista de P. Riffard, e pensa o esoterismo-mais desligado aqui da religião- como restrito ao Ocidente, e mesmo, ao Renascimento.

-O Esoterismo da Bíblia, António de Macedo, Esquilo (Lisboa).

Aplica inovadora (e polemicamente) a Esoterologia aos estudos bíblicos (lato sensu).

-Dictionary Gnosis and Hermeticism, Wouter Hanegraaf et al. (org.), [editora]

Dicionário monumental, com mais de mil páginas e centenas de verbetes, elaborados por renomados especialistas (A. Favire, J. P. Brach, M. Introvigne, etc.) é obra de referência e consulta em Esoterologia, versando sobre alquimia, hermetismo, gnose, sufismo, perenialismo, teosofia etc. Agradeço a Adelmo Avancini, que me possibilitou o acessa a esta obra indispensável.

B- Ciências e artes 'ocultas'

-A Magia, F. X. King, Edições del Padro, coleção Mitos, Deuses e Mistérios

Todos os volumes desta coleção são um tesouro de ilustrações, e o texto é bom, como introdução.

-Magía, brujería e supersticion in Medievo, Franco Cardine, Edições Europa-àsia.

Estudo academico do assunto.

-Dogma e Ritual de Alta Magia, Éliphas Levi, Pensamento

'Classico' ocultista, a despeito de confusões... Fundamental para o ocultismo inglês e frances.

-Alquimia e misticismo, Alexander Roob, Taschen

Verdadeiro tesouro de ilustrações e gravburas, dos antigos à W. Blake,passando pelos medievais, Boehme, rosacruzes, etc. Os textos de introdução e apoio são bons.

-Alquimia, Stanilas Klossowski de Rola, Edições del prado.

Ver coleção.

-A revelação do grande mistério divino, Jacob Boehme, Polar.

Breve coletanea, com 3 textos de Boehme, sobre alquimia e Naturphilosophie, além de e textos introdutórios de seu discipulo, A. D. Freher.

-O Mistério das Catedrais, Fulcanelli [? quem será esse cara?], Edições 70 (Lisboa)

Em nossa época, um misterioso iniciado propõe uma restauração da 'alquimia tradicional'. Estuda o simbolismo alquimico subjacente às grandes catedrais francesas.

-Astros e símbolos, Olavo de Carvalho, Nova Stella

Ensaia uma astrologia tradicional.

-Astrologia e religião, idem, Nova Stella

Idem.

-O mundo da astrologia: um estudo antropológico, Luis Rodolfo Vilhena, Zahar

Estudo academico, leva em conta Guénon e Olavo, e o problema de uma 'astrologia tradicional'.

-Bruno e a tradição hermética, Frances A. Yates, Pensamento/Cultrix

Academico, levanta sobre o influxo do platonismo alexandrino, do hermetismo e da Cabalá até o Renascimento, e deste, em Bruno, defendendo-o como um hermetista.Um pouco anódino, mas valioso...

C- Cabalá [ou Kaballah]

-O judaísmo, Brian Lancaster, Ediouro

Manual. Meio anticristão, mas interessante...

-A Cabala, Shimon Halevi, Edições del Prado

Introdução, escrita por um cabalista mesmo

-As grandes correntes da mística judaica, Gersom Scholem, Perspectiva

Estudo academico. Inova na tese de uma Gnose 'judaica'.

-O Zohar: o livro do Esplendor, Polar

Grande texto da tradição judaica.Sua autoria é atribuída a Moses de Leon (alguns). Trata-se aqui de uma seleção do Zohar -que é uma enciclopédia em pseudo-aramaico, no original- feita por A. Bension.

D- Gnosticismo:

-Gnostic Truth and Christin heresy: a study in the history of gnosticism, Alaister B. Logan, Hendrickson Publishers

Estudo academico denso, dá uma luz na complexidade do assunto, e o resume muito das atuais discussões.

-The Gnostic gospels, Elaine Pagels, Penguim Books

Manual, a autora é importante estudiosa atual do assunto.

-En quête de la Gnose, Henri-Charles Puech, Galimmard, coleção

Vários volumes, organizado por um dos maiores especialistas do assunto no sec. 20. Fala não só da gnose e dos estudos atuais, mas de Plotino, Padres Orientais, Maniqueísmo, etc.

-Nova História da Igreja, (Cardeal) Jean Daniélou e Henri Marrou, Vozes, volume 1

Aborda num capítulo especifico o gnosticismo, e inclusive, contesta a visão muito comum, vinda de I. de Lyon e outros, de que o gnosticismo seria propriamente 'helenizante'.

-Cristianismo, as origens: fronteiras entre os mistérios pagãos e mistérios cristãos, Andrew Welburn, Best-Seller

Salvo engano, este livro anda esgotado, mas dá pra achar em sebos.Erudito sem ser chato, o autor é Prof. de Oxford, especialista em essenismo, gnose e maniqueísmo. Defende o cristianismo como sintese superior dos mistérios antigos, e padrão de novos mistérios. Influência de Steiner.

-Mani, the angel and the column of glory, idem, Florisbooks

Do mesmo autor, uma antologia preciosa sobre maniqueísmo, esoterismo de linha gnóstica e oriental, que só começa a ser melhor compreendido com os estudos atuais.

-A Nova Ciência da Política, Eric Voegelin, Universidade de Brasília

Muitos já conhecem. Só friso que, de minha parte, nem este texto, nem outros do autor (e nem os escritos de Olavo de Carvalho), me convenceram AINDA de qualquer tipo de relação entre gnosticismo e modernismo, etc. A parte mesma sobre a renovação da ciencia política e da filosofia da historia, me pareceu bem mais frutífera...

-The spirit in man, art and literature, Carl C. Jung, Ark Paperbacks

Coletânea de escritos de Jung, traz materiais interessantes sobre gnosticismo, alquima, Boehme, arte etc.


E- Rosacruz e Rosacrucianismo:

-A Bíblia Rosacruz, Bernard Gorceix, Pensamento

Acho que anda esgotado este título...Estudo histórico e meio cétio. Traz comentários e estudo introdutório, e os tres manifestos rosacruzes básicos: Fama Fraternitatis, Confessio Fraternitatis, e Nupcías alquímicas de C. Rosenkreutz.

-La meta secreta dos rosacruzes, Jean-Pierre Bayard, Robin Books

O autor é grande estudioso das sociedades secretas. Neste estudo, rico em ilustraçóes, aborda o assunto num viés mais esotérico, ainda que não completamente.

-Rosacrucianismo sem véus, Mauro Reli, AT Editores

Misto de biografia e manual, o autor, M. Reli, conta de sua decepção com varios grupos ocultistas e rosacrucianos porque passou, e faz críticas duras aos mesmos, enquanto oferece ao leitor um manual de introdução sobre o assunto- Rosacruz.

-Alqumia dos Rosacruzes e outros ensaios, António de Macedo, WEB

Ensaios e artigos esparsos do autor, sobre Rosacruz, Gnose, etc.

-The Rosacrucian Enlightenement, Frances A. Yates, Routledge

Classico estudo historiográfico, e inteiramente cético-reduz os rosacruzes a um golpe publicitário, para mascarar intenções políticas de luteranos alemães

-Os mistérios, J. Goethe, WEB (bilingue)

Poema em prosa de juventude, Goethe se revela aqui rosacruciano. Na maturidade, voltará ao tema ainda...

-La educacíon del género humano, G. E. Lessing, Obras filosoficas y teológicas escolhidas, lembro só do tradutor: Agustin A. Rodrigo

Pequeno texto pedagógico do maçon Lessing, para alguns revela influência rosacruciana.


F- Teosofia:

-Aurora Nascente, Jacob Boehme, Paulus

Primeira obra do 'filósofo teutônico', expressa sua teologia, cosmologia, ética e alquimia.

-As quarenta questões sobre a alma, Idem, Polar.

Boehme responde 40 questões sobre a alma humana, propostas por um hermetista amigo. É a psicologia de Boehme.

-Os tres princípios da essência divina, idem, Polar

A reflexão boehmiana sobre a Trindade, nos leva ao Fundo e ao Sem-fundo, aos mundos divino, infernal e terreno, a luta dialético-cósmica (não maniqueísta) entre o Bem e o Mal, a encarnação de Cristo ou o Coração de Deus, os perigos da Cólera.

-Mysterium Magnum, Jacob Boehme, Ed. Aujourd Hui, 4 tomos

Em uma de suas ultimas obras, Boehme comenta monumentalmente o Genesis, versiculo a versiculo, formulando umas das teogonicas e cosmogonias mais complexas que a cristandade já produziu...A tradução e introdução é de Nicholas Berdiaeff. Com este, concordo: a Teosofia de Jacob Boehme é MODERNA.

-A Sabedoria divina, idem, Attar.

Coletanea, com textos de e sobre Boehme.

-A senda do homem celeste, J. G. Gicthel, Polar

Discípulo e editor de Boehme, fala da senda para Deus, e os combates contra a Cólera e o Inferno, neste mundo passageiro, e sobretudo, dentro do Homem.

-Swedenborg: um servo do Senhor Jesus Cristo, G. Tobridge, Nova Igreja

Biografia básica sobre a Swedenborg, teólogo, cientista e místico visionário, que influenciou o Romantismo e o Simbolismo na literatura.

-Arcanos celestes, Emanuel Swedernborg, Nova Igreja, vol. 1

Nesta, Swedenborg expõe sua teoria sobre o carater simbólico da Biblia e de toda natureza.

-O Céu, suas maravilhas e o Inferno, idem, Nova Igreja

Ética de Swedenborg e o destino post-mortem.

-Swedenborg: a continuuing vision, Swedenborg Foudation.

Encicloplédia ilustrada, tudo sobre a vida e a obra de Swedenborg, além de artigos sobre sua influencia na literatura, na psicologia, na cosmologia, suas relações com o sufismo e o gnosticismo, etc.

G -Maçonaria, Templários e Graal:

-Chaves da Maçonaria, F. Tourret, Jorge Zahar

Estudo histórico-sociológico, deixa em aberto a questão do ‘esoterismo’ maçônico.

-A maçonaria, Wiiliam Kirk Macnult, Edições del Prado

Razoável.

-A maçonaria, Fernando Pessoa, Princípio

Dois artigos de F. Pessoa. Num deles defende a maçonaria de sua proibição em Portugual, em certo momento, alegando ainda que isto não teria efeito real, etc. No segundo, defende uma influencia gnóstica e cabalística sobre a Maçonaria.

-Os templários e o Graal, Karen D. Ralls, Record

Estudo histórico, a autora discute certas especulações atuais, como a teoria da Linhagem Sagrada, do Graal como um tesouro perdido, etc.

-O Graal, Edições del Prado

Não lembro o autor, mas é da mesma coleção que já indiquei.

-Perceval ou o Romance do Graal, Ch. De Troyes, Martins Fontes

Romance, celebre versão medieval da legenda do Graal, conta as peripécias do cavaleiro Perceval para encontrar o Graal, tal como o cristão busca misticamente por Cristo. Inacabado.


-Parsifal, Wolfram Eschenbach, Antroposófica.

Versão alemã do poema, mais completa e longa do que a francesa.


-Os caminhos do Graal, Patrick Rivière, Ibrasa.

Estudo de que aborda as varias vertentes das concepções esotéricas sobre o Graal, ie, Guénon, cátaros,Otto Hahn, etc.A tradução tem alguns problemas...Mas ‘passa’.

-O Mistério do Graal, Julis Evola, Pensamento

Estudo do tema, pelo lado hermético e tradicional.

-O Rei de Ferro, Maurice Druon, Nova Cultural

Romance histórico, alude sobre os bastidores da destruição dos templários por Felipe IV e Cia.



H- Tradicionalismo[Outras obras básicas de Guénon e tradicionalistas, disponíveis em espanhol: http://www.euskalnet.net/graal/index2.htm ]


-Sabedoria tradicional e superstições modernas, Martin Lings, Polar.

O autor crítica, pelo viés da ‘sabedoria tradicional’ ou Filosofia perene, o que considera unilaterismos e aspectos desequilibrados da visão de mundo moderna.

-A inteligência da fé: cristianismo, judaísmo e islamismo, Mateus Soares de Azevedo, Nova era.

Compêndio sobre o estudo das religiões abrâamicas, sob a perspectiva da Filosofia Perene defendida, entre outros, por R. Guénon e F. Schuon.

-A Metafísica Oriental, René Guénon, Speculum.

Nesta rara tradução comentada de M. Veber, temos um dos textos básicos de Guénon, de uma breve e polêmica palestra feita na Sorbonne, em que R. Guénon fala da perene atualidade da metafísica, dos princípios metafísicos, da gnose e do conhecimento intelectual, da iniciação, etc.

-A Grande Tríade, idem, Pensamento.

Estudo do autor sobre a grande tríade, no taoísmo (e em parte em outras tradições); traz dados sobre o hermetismo também e a questão dos mistérios menores (homem transcendente).

-Symbolos fundamentales da ciencia sagrada, idem, Paidós-Orientalia

Umas das grande obras de Guénon, este estuda aqui-com clareza e rigor inigualáveis- os símbolos sagrados vários, presentes nas diversas tradições particulares, que por sua vez, são formas espaço-temporais da Tradição intemporal, como Graal, Rosacruz, Vaso, Coração, Centro do Mundo, etc.

-A Crise do mundo moderno, idem, Vega (Portugual)


Nesta obra clássica e que se tornou bastante lida nos meios intelectuais, Guénon expõe a crítica ou "desconstrução" dos diversos aspectos da modernidade - materialismo, espiritualismo, dessacralização, perda de autoridade e hierarquia etc.-, a qual coincide, segundo o autor, com a Kali-Yuga ou Idade Sombria prevista pelas tradições.


-O homem e a natureza, Seyyed Hossein Nasr, Jorge Zahar

Estudo da filosofias-da-natureza, pelo viés orientalista do autor (um acadêmico de porte nos EUA), desde a antiguidade até o mundo moderno, perpassando por vários problemas e questões correlatas, como: as características da ciência moderna, a perda de uma filosofia da natureza pelo pensamento ocidental, o desequilíbrio da relação entre natureza e homem no mundo moderno,
etc.


I- Oriente [para começar]:

-A Gnosis chinesa, Jan Van Rijckenborg e Cathorose de Petri, Rosacruz Aúrea

Os autores comentam parte a parte o Tao te King, atribuído a Lao-Tsé; comentam pelo ponto de vista gnóstico e catáro-associação que julgo pertinente e singular.

-Tao te Ching, Wu Jy Cherng, Maaud.

Tradução feita pelo sacerdote taoísta W. J. Cherng, da Sociedade Brasileira de Taoísmo (edição de bolso).

- O maior perigo do Islã: não conhece-lo, José Tadeu Arantes, Mostarda.

Introdução suscinta mas cuidadosa, ao islamismo, incluindo seus aspectos místico-esotéricos (como o sufismo. Procura criticar uma série de preconceitos e lugar-comuns correntes sobre o Islã hoje, como se fosse pura e simplesmente uma religião de bárbaros, fanáticos e terroristas...

-Os sufis, Idries Shah, Círculo do Livro

Autor contestado, até por ex-seguidores e ex-entusiastas, recomendo esta obra -não obstante- pelas referências bibliográficas e material citados na mesma, mais do que pela exposição e concepção do autor em cima deste material.

-Introdução ao zen-budismo, D. T. Suzuki, Jorge Zahar

O autor é provavelmente o maior e mais conceituado divulgador do zen-budismo no Ocidente. O prefácio é de Carl Jung.

-A arte cavaleiresca do arqueiro zen, Eugen Herrigel, Pensamento-Cultrix

O autor, filósofo europeu, relata sua experiência espiritual, , ao ir até o Oriente aprender a enigmática (para um ocidental) arte zen do arco.

-O zen e nós, Karlfried G. Durckheim, Pensamento

O autor, discípulo de D. T. Suzuki, procura aproximar o zen do Ocidente, não tomando o zenismo como algo espifica e estritamente oriental, sem por isso tentar fazer uma "adaptação" superficial e que desnature os pontos básicos do zen.

-Minha Fé, Herman Hesse, Record

O autor dispensa apresentações. Nesta obra, há uma coletânea rica de pensamentos e meditações do mesmo, sobre as religiões e filosofias diversas em que fundamenta sua visão de mundo.

-A Filosofia perene, Aldous Huxley, Civilização brasileira

Huxley defende que por trás das diversras religiões, filosofias e concepções místicas e esotéricas, existe uma Filosofia Perene. Não tem o rigor formalista, terminológico e ortodoxo de René Guénon. Rico em citações e referências.

-Introducíon general ao estudío de las doutrinas hindus, René Guénon, WEB

O autor já foi recomendado em outra seção. Sua obra fundamental, e que contém em potências todas as posteriores, de certo modo. Neste estudo, crítica o que considera incompreensões dos ocidentais, mesmo os chamados especialistas, sobre o Oriente, seu pensamento e mentalidade, etc.

-Mitos hindus e budistas, Irmã Nivedita e A. K. Coomaraswamy, Landy

Irmã Nivedita, expositora fiel do mundo hindu ao Ocidente moderno, com o auxílio do eminente indólogo Coomaraswamy, expõe aqui, de modo adaptado, pérolas da mitologia e literatura hinduísta (Ramayana, Bavagad-Gita, Vedas etc.) e budista, em seu valor deveras universal, com âpendices e introduções pertinentes, para auxiliar o leitor que ainda está desbravando o mundo hindu e oriental.

-Autobiografia de um Yogue, Paramansa Yogananda, Ed. Lótus do Saber

Autobiografia do yogue e escritor Yogananda, que se tornou conhecido e popular no Ocidente. Biografia que se por um lado parece cheia de mistérios e fatos extraordinários, revelados com grande franqueza e honestidade, por outro justamente foram escritos não com o intuito de chocar, mas de tentar chamar a atenção dos ocidentais -que parecem espiritualmente cegos- sobre coisas que para os orientais e yogues são fatos comuns e corriqueiros, sobre as relações entre o humano e o divino, etc.


J- Literatura e Esoterismo:

-O asno de Ouro, Apuleio, Ediouro

Clássico da literatura e esoterismo latinos. Neste romance o autor narra simbólica e comicamente como um asno conseguiu se iniciar nos mistérios de Ìsis, após muitas peripécias e desventuras...

-A Cidade do Sol, Thomaso Campanella, In: Os Pensadores (volume Bruno, Galileu, Campanella), Abril Cultural

Para muitos, esta utopia do filósofo italiano, remete aos misteriosos Rosacruzes, e sua concepção sobre a Cidade Solar (Jerusalém Celeste)

-A nova Atlântida, Francis Bacon, In: Os Pensadores (volume F. Bacon), Abril Cultural

Para alguns, esta obra e o autor teriam recebido o influxo rosacruciano...

-Fausto I, J. Goethe, trad. Kablin Segall [editora, não lembrei ainda]

Parábola alquímico-hermética.

-O matrimônio do Céu e do Inferno, William Blake, Iluminuras

Blake, poeta e visionário, é mistura de conservadorismo romântico e revolução, piedade e sarcasmo, reverência e heresia... Boehme e Swedenborg são influências nítidas, e às vezes, parodiadas sem nenhum receio por Blake. Este recusa o dualismo entre Bem e Mal, Ceu e Inferno, Deus e o Diabo, corpo e alma, etc.

-As Flores do Mal, Charles Baudelaire, Martin Claret [tradução economicamente viável]

Um esotérico, mas não um esoterista ‘profissional’.

-Seráfita, Honoré de Balzac, In; Comédia Humana, Tomo 17, Nova Fronteira

Balzac aqui revela sua faceta swedenborgiana. Fala de um enigmático andrógino, que ora aparece como ser masculino, ora como feminino, fazendo na verdade um tributo ao legado espiritual de Swedenborg...

-Poemas escolhidos, William Butler Yeats, Cia. das Letras

Introdução e notas de Paulo Vizioli, uma amostra da poesia yetsiana, com nítidas referências teosofistas e neoplatônicas.

-Uma visão, idem, Relógio d’Àgua (Portugual)

O Nobel de Literatura W. B. Yeats, mostrando aqui sua faceta de ocultista e teosofista, além de erudito em platonismo e esoterismo, sistematiza supostas visões recebidas por sua consorte, dentro de uma filosofia da história, de uma psicologia, de uma chave simbólica, etc.

-Axël, Villiers de L’Isle Adam, Ed. Universidade Federal do Paraná

O autor, amigo de Mallarmé e Wagner, redigiu este poema em prosa dramática, visando rivalizar deliberadamente com o ‘Fausto’ de Goethe. Obra decadentista e ocultista, narra o drama existencial espiritual, ético e amoroso de Axël, nobre isolado do mundo e que em seu castelo soturno, se defronta com um Mestre Rosacruz (Janus)...

-Zanoni: mestre rosacruz, Edward George Bulwer Lyttton, Pensamento.

Clássico do ocultismo e rosacrucianismo ingleses do sec. 19, narra o encontro de Glydone outros personagens com um misterioso Rosacruz, chamado Zanoni, que a bem da verdade, parece uma versão romanceada do já lendário Saint-Germain...

-Os grandes iniciados: Moises, Rama, Jesus, Buda, Rama, Krshna, Platão, Hermes, Eduord Schuré, Ediouro

Romance ocultista e inspirado pelas concepções teosofistas sobre Mestres e Avatares.

-Manifestos do Surrealismo, André Breton, Brasiliense

Utópico, revolucionário, anárquico, polêmico, o surrealismo marcou as concepções estéticas do séc. 20. Esta obra é uma coletânea dos manifestos sucessivos de Breton, além dos escritos ulteriores, em que reavalia o surrealismo, as polemicas em torno dele, etc. No último texto, Breton propõe o surrealismo como uma Nova Gnose e experiência estético-alquímica.


-Sidarta, Hermann Hesse, Publifollha


O grande romancista, poeta e erudito de língua alemã, neste romance, fala de Sidarta, homem em busca da libertação espiritual, que passa pelos extremos dos diferentes caminhos possíveis, da ascese radical à entrega aos prazeres libidinosos e mundanos, encontrando finalmente o equilíbrio- ou búdico caminho do meio. Obra lida por gerações inteiras no mundo, sempre atual

L- Outros [variados]:

- O livro de ouro das ciências ocultas, Friedrich W. Doucet, Ediouro

Limitado pelo ‘junguianismo’ do autor, e por certas imprecisões conceituais e factuais
Aqui e ali, que podem confundir sobretudo o iniciante, nem por isso deixa de valer pelas ilustrações e informações que traz; nível introdutório mesmo.

-Os diferentes níveis de realidade, Patrick Paul, Polar

O autor, médico e educador especialista em tradições esotéricas, expõe aqui em linguagem acessível os conceitos básicos de cosmogonia, antropogonia e escatologia, baseado em tradições como Cabalá, hermetismo, platonismo, cristianismo, taoísmo, etc. Frisa bastante a idéia de que a realidade é composta de vários níveis ou estados conectados, do qual o físico-sensível, no qual se centra a ciência moderna, é apenas um, e nem sequer o mais importante, pela ótica da Tradição.

-Nossa vida com Gurdjieff, Thomas de Hartmann, Pensamento/Cultrix

O autor, renomado músico alemão, relata aqui seu encontro e experiência, junto com sua esposa, ao lado do polêmico esoterista Georges I. Gurdjieff, tendo como pano de fundo histórico, a Rússia em plena revolução comunista. Segundo o autor, Gurdjieff, usando um método radical de despertamento, o ajudou a chegar a seu próprio despertar e à lembrança-de-sei



-O despertar dos mágicos, Jacques Bergier e Louis Pauwles, Difel

Obra um tanto confusa e fantátisca em muitos pontos, não obstante tem méritos, como chamar a atenção do grande público para as relações entre nazismo e ocultismo (magia negra), além de gerar na França – chegando até o Brasil-, um novo interesse por esoterismo, ocultismo, magia, civilizações perdidas, ufologia. L. Pauwels fundou mais tarde na França a célebre revista Planetè, que ganhou outrossim uma versão brasileira, Planeta, na qual até Olavo de Carvalho chegou a escrever alguns artigos (anos 70-80).

-Manifeste de la nouvelle Gnose, Raymond Abellio, Gallimard

Raymond Abellio (Geórges Soulés), nesta obra dos anos 80, defende uma confluência entre o esoterismo e a fenomenologia de Husserl, numa proposta modernizante.

-Sol invictus: má demiers memóires, idem, Editions Ramsay, tres tomos

Abellio narra aqui suas memórias, contando sobre os estudos filosóficos-cientificos, os encontros amorosos, a sua iniciação e encontro com seu Mestre, a carreira literária, as lutas políticas, etc.

-Diálogo entre cientistas e sábios, René Weber (org.), Círculo do Livro

A autora coleta entrevistas e diálogos com personalidades como Dalai Lama, Krishnamurti, Pe. Bede Griffths, Ilya Prigogine, David Bohm, Rupert Sheldrake, etc.

-Vida após a vida, Raymoond A. Moddy, Best-Seller

Pioneiro nos estudos psicológicos e científicos dos chamados casos de ‘experiência de quase-morte’.

-O Conde de Saint-Germain, Isabel Cooper-Oakley, Mercuryo

Obra de cunho teosofista, não obstante coleta dados e documentos históricos sobre o misterioso Saint-Germain. Para alguns, este foi um impostor, um charlatão habilidoso, um impostor de gabarito, enquanto para outros (como a autora), foi na verdade um iniciado de elevado grau, dotado de capacidades invulgares, que atuou subterraneamente nos bastidores políticos e esotéricos da Europa do final do séc. 18.

-O ocultismo, Wolfram Janzen, Vozes

Insiste para não se confundir, além do que é realmente permissível, correntes como ocultismo, teosofismo, espiritismo e new age.

-Tratado elementar de ciência oculta, Papus, Ed. Três, 2 volumes

Confuso e superficial em muitos pontos,pois se propoe a ser um estudo ELEMENTAR, vale todavia pelo estudo das analogias e correspondências.




-O livro da Tradição, Jean e Michel Angebert, Difel

Sem seguir um estrito guénonismo (tradicionalismo ortodoxo), tendo influências ocultistas e do realismo fantástico, é traçado um painel da Tradição esotérica, desde seus primórdios nos mitos de Atlântida e Hiperbórea, passando pelos greco-romanos, germânicos, celtas, os cristãos gnósticos, o esoterismo do Graal, templários, cátaros, Rosacruzes, até o apagar de luzes da Tradição no Ocidente.

-Espiritualidade integral, Ken Wilber, Aleph.

K. Wilber é filósofo e um dos grandes nomes da psicologia atual, à qual quis abrir aos conhecimentos das tradições místicas e esotéricas mundiais. Wilber é um dos grandes teóricos dos estudos integrais, que procuram integrar estruturalmente -sem atropelar as conexões, nem tampouco criar sínteses apressadas- os diferentes campos da realidade e do saber, do sujeito, do objeto, da intersubjetividade e interobjetividade, assim como os estados e estágios de consciência. Grande poder de síntese, só simplifica aqui ou ali. Wilber procura fazer uma síntese, assimilando os pontos fortes, e recusando os fracos, tanto da metafísica e misticismo clássicos, quanto do pós-modernismo, para neste livro tratar do que será -segundo o autor- a espiritualidade do século 21.


M-Platonismo:


-História da filosofia, Nicolla Abgnnano, Presença, v. volumes

Completo, panorâmico, com excertos de textos.

-História da filosofia ocidental, Bertrand Russell, Civilização Brasileira, 4 volumes

Apesar de claro e fluente, superficial em algumas coisas. As preferências do autor, e sua aversão a teologia e metafísica, atrapalham um pouco.

-História da filosofia, Julian Marías...

Síntese e organicidade notáveis, peca o livro por ser apenas um compêndio.

-História da filosofia cristã, Etienne Gilson, Vozes/Edipucrgs

Muito rico, aborda a filosofia cristã de seus antecedentes platônicos, a Nicolau de Cusa.

-Paidéia, Werner Jaeger, Herder

Estudo monumental sobre a ‘Paidéia’(algo como a Cultura em sua formação do ideal humano) dos gregos.

-Antes e depois de Sócrates, Francis Mc Donald Cornford, Princípio

Bela conferencia, situa o divisor de águas que é Sócrates ba história da filosofia e da cultura ocidental: fundador da moral e da ciência rigorosas.

-La teoria platonica de las ideas (mais Teeteto e Sofista), Idem,...

Tradução dos textos epistemológicos de Platão, com comentários do importante helenista Cornford.

-Obras escolhidas: Sócrates e Platão, Abril Cultural

Alguns diálogos e textos básicos de Platão, onde Sócrates é o personagem central, e seu porta-voz.

-Sobre a metafísica de Aristóteles, Marco Zingano (org.), Odysseus

Estudo organizado pelo Prof. Zingano (USP), envolvendo artigos importantes de comentadores e estudiosos de Aristóteles ao longo do século 20, como D. Ross, S. Mansion, etc.

-A religião de Platão, Victor Goldsmith, Difel

Estudo básico e introdutório sobre Platão, o título engana, pois da religião em si de Platão, o texto não fala tanto assim como se poderia esperar...

-Alexandria, Theodore Vrettos, Odysseus

Estudo sobre Alexandria, cidade famosa e quase mítica, sob os diferentes aspectos de sua história, com suas contribuições para a religião, a filosofia, a ciência, a arquitetura, geografia, a política, etc.

-Tratado das Enéadas, Plotino, Polar

Tradução selecionada de 12 tratados de Plotino. Fundamental, pois não se dispõe em português de outra edição ainda..

-Plotino: um estudo das Enéadas, Reinholdo Aloysio Ulmann, Edipucrgs

Estudo erudito, fala muito de misticismo, da relação de Plotino com o cristianismo e o gnosticismo, etc; a meu ver, falha apenas por ser demasiado pro-católico, em alguns momentos e passagens.



-As Confissões, Santo Agostinho, Abril Cultural, Col. Os Pensadores

Agostinho, maior teólogo e filósofo católico da Antiguidade, e grande sintetizador do cristianismo com o platonismo, faz aqui, em estilo literário inigualável ável,
a narração de suas confissões para Deus, inseparável do método de autognosís e desvelamento da interioridade, de matiz platônica e humanista. Agostinho relata
não só exterior, mas sobretudo interiormente sua biografia intelectual e espiritual, com seus episódios mais relevantes: de como passou da filosofia pagã ao maniqueísmo, até sua conversão dramática- enfim- ao catolicismo, do qual se tornaria líder e grande mentor intelectual.


N- Teosofismo, Antroposofismo e outros:


-Helena Blavatsky, col. Pensamento Vivo, Ediouro

Breve síntese biográfica e doutrinária; um tanto encomiástica.

-A Doutrina Secreta, Helena P. Blavatsky, Pensamento, 6 volumes

Obra máxima da autora, baseada –segundo a mesma- nas misteriosas Estâncias de Dzyan, e que pretende fazer a síntese de religião, filosofia, ciência e misticismo. O esoterismo para a autora é esta Doutrina Secreta, presente, ainda que de modo subjacente, em todas as épocas e idades. Seus admiradores colocam esta obra como inspirada e profunda; já seus críticos, apontam um sincretismo por vezes confuso, e uma erudição bizarra. Volume 1: cosmogênese; volume 2: simbolismo arcaico universal; volume 3: antropogênese; volume 4: simbolismo arcaico das religiões do mundo e da ciência; volume 5: ciência, religião e filosofia; volume 6: objetivo dos mistérios e prática da filosofia oculta.


-A chave da Teosofia, idem, Hemus

Obra básica, delinea as linhas gerais da moderna Teosofia (Sociedade Teosófica).

-Os chacras, Charles W. Leadbeater, Pensamento

Estudo dos chacras ou flores de lótus do corpo sutil ou ‘etérico’.

-O homem: visível e invisível, idem, Pensamento

Gravuras e pinturas, em representações aproximadas, do que seria a aura humana e os diferentes corpos supra-sensíveis (etérico, astral, mental e causal), segundo o autor.

Conceito Rosacruz do cosmos, Max Heindel, Editora Rosacruz Max Heindel

Clássico do ocultismo do séc. 20, o autor se declarada inspirado pelos rosacruzes, etc. O livro tem um conteúdo mais místico e cristão, porém sem dúvida denota certa influência de Blavatsky e do teosofismo, com os quais o autor rompeu. Versa sobre cosmologia, cosmogonia, antropogonia, iniciação, antigos mistérios, rosacrucianismo, reencarnação, carma, pelo viés do ocultismo. Lembrar Steiner, porém numa linguagem mais acessível.


-Como os rosacruzes curam os enfermos, Max Heindel, Ed. Rosacruz Max Heindel

Nesta obra, Max Heindel expõe que a cura – na esteira da tradição rosacruciana- espiritual e física das pessoas, é um dos objetivos básicos dos rosacruzes, além de um direito concedido a todos, e que possuem um método espiritual para isto, levando em conta fatores cármicos e astrológicos. Este escola, devemos notar, não cobra nada por este serviço, que presta a todos os interessados, sejam ou não membros da mesma.

-Ensinamentos de um iniciado, idem, Ed. Rosacruz Max Heindel

Pequena coletânea, em que Max Heindel fala de sua iniciação pelo Irmão Maior da Ordem Rosacruz, assim como da fundação e primórdios da Fraternidade Rosacruz que fundou, sob inspiração e guia deste Irmão.

-Advento do Novo Homem, Jan Van Rijkenborgh, Ed. Rosacruz Áurea

Dissidente da RC Max Heindel holandesa, o autor fala do advento de uma nova humanidade, na iminência da Jerusalém celeste, desde esta se liberte do campo dialético
-imanente, pela Gnosis.

-Filosofia elementar da Rosacruz moderna, idem, Ed. Rosacruz Áurea

Elementos básicos da concepção do autor e da escola que representa ( a Rosacruz Áurea ou Rosacruz de Harleem, como é conhecida). Não obstante a nítida influência teosofista e de Max Heindel, suas concepções são muito originais em antropologia e cosmologia, com
um enfoque budista, gnóstico e cátara. Critica o evolucionismo, o racionalismo filosófico, o politicismo, o ocultismo/misticismo e o espiritismo.

-Fama fraternitatis/Confessio fraternitais, idem, Ed. Rosacruz Áurea

As traduções dos manifestos rosacruzes básicos –de autoria controversa ainda-, é acompanhada de comentários originais do autor, que liga a Rosacruz ao dualismo gnóstico, cátaro e maniqueu, e interpreta o hermetismo e J. Boehme sob este prisma dualizante.


-A Rosacruz Áurea, Catharose de Petri, Editora Rosacruz Áurea

Um das expoentes da Rosacruz Áurea, expõe aqui os delineamentos básicos desta Escola e da iniciação gnóstico-moderna.

-Teosofismo, historia de uma seudo-religíon, René Guénon, Editorial Haiz (Buenos Aires)

Segundo o autor, o Teosofismo moderno da S Teosófica, afora os escândalos e suspeitas, é uma caricatura e distorção
sincretista da verdadeira Teosofia, de J. Boehme e outros, constituindo uma falsa religião e
pseudo-esoterismo, que misturou versões simplificadas da doutrina tradicional, com elementos modernos, como o evolucionismo, o cientificismo, o espiritismo, etc. O autor faz uma proposta de refutação teórica, combinada a um dossiê histórico (bem, usando um método que ele mesmo diz recusar em outras obras...o método histórico...), volvendo fatos e acontecimentos polêmicos em torno da S Teosófica e seus principais líderes, assim como de seus derivados (antroposofismo e outros). Esta obra é inseparável do conjunto do pensamento guénoniano, no eixo da crítica da modernidade e do espiritualismo engendrado por esta, que se completa pela defesa da Tradição pelo autor. Não creio particularmente que esoterismo seja necessariamente sinônimo de tradicionalismo, nem oposto à modernidade, mas em todo caso, tanto os simpatizantes quantos os adversários de Blavatsky não podem preterir este livro polêmico.

-O Babuíno de Blavatsky, Peter Washington, Record.

O autor faz um estudo muito mais histórico e jornalístico, do que metafísico, relacionando a Tesofia moderna (e suas derivações), em sua origens imbricada ao espiritismo e positivismo, com o pulular de gurus e da chamada Nova Era. O autor não cita Guénon, o qual parece desconhecer; estranho, pois este é um dos mais famosos e importantes críticos do teosofismo, e alguns dons pontos defendidos, ainda que por razões diferentes (pois Washington é uma espécie de cético, e não um tradicionalista), são similares. Bem, limitações e erros deste livro, são apontados por especialistas em teosofismo também.



-Rudolf Steiner, Johannes Hemleben, Antroposófica

Breve biografia sobre Steiner, com algumas fotos e ilustrações.

-Antroposofia, ciência espiritual moderna, Rudolf Lanz, Antroposófica

Introdução ao assunto. Irrita um pouco no puxa-saquismo a Steiner, mas entendemos a admiração zelosa do autor por seu "Mestre"...

-Passeios através da história á luz da Antroposofia, idem, Antroposófica

Concepção antroposofica da história, que se liga às entidades e mundos cósmico-espirituais, e evoluem em conjunto. Também vale pelos dados sobre histórica "exotérica".



-A obra científica de Goethe, Rudolf Steiner, Antroposófica

Obra pré-antroposofica ou pré-esotérica, em que o jovem Steiner ensaio seu "goetheanismo", desvelando um Goethe cientista.

-Verdade e ciência, idem, Antroposófica

Outra obra pré-antroposófica, é tese de doutoramente de Steiner, focada em Ficthe, na busca de um idealismo objetivo, que supere o subjetivismo fictheano.



-A filosofia da liberdade, idem, Antroposófica

Outra obra pré-antroposófica, combate o Kantismo e a separação entre sujeito e objeto; a cognição humana é ilimitada para Steiner, e no pensar sobre o pensar, se desvela não só um campo cognitivo infindo, como o fundamento da liberdade humana.



-Teosofia, idem, Antroposófica

Um das primeiras obras esotéricas de Steiner, na época membro da STeosófica. Dá as linhas gerais da cosmologia e medodologia espiritual do autor.

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A ciência oculta, idem, Antroposófica

Grande obra esotérica de Steiner, onde apresenta e aplica seu método científico-espiritual, estudando a cosmologia, a antropologia, a psicologia, da perspectiva do campo supra-sensorial do mundo.



-Evangelhos segundo Marcos, Mateus, Lucas e João, idem, Antroposófica

Nestes quatro livros, resultado de conferências depois impressas, Steiner desenvolve sua complexa cristologia. Para Steiner, o Mistério do Gólgota é um evento central na evolução humana e cósmica, e por isso, só pode ser entendido, paulatinamento, sob diferentes ângulos. Cada evangelho bíblico é um ângulo, que se completa com os outros, sobre este evento, preparado longamente pelas forças espirituais evolutivas.



-Outras obras básicas de Steiner:

Cristianismo como fato místico, idem, Antroposófica
Como se adquire o conhecimento dos mundo superiores, idem, Antroposófica
O conhecimento iniciático, idem, Antroposófica
Fisiologia oculta, idem, Antroposófica
Como superar as carências da alma em nossa época, idem, Antroposófica
A educação da criança segundo a Ciência Espiritual, idem,Antroposófica
A eterização do sangue: intervenção do Cristo etérico, idem, Antroposófica
Como atua o anjo em nosso corpo astral, idem, Antroposófica
A espiritual condução do homem e da humanidade, idem, trad e ed. F. Muller
La Theosophia Rosicruciana, idem, Epidauro

Select Works R. Steiner: Rosicrucianism, A. Welburn (org.), Floris Books



CONTINUA.

sábado, 23 de agosto de 2008

Inaugurando novo blog.

Esta mensagem inagura meu segundo e novo Blog: Iehi Aur.

Vamos tratar destes assuntos, de modo livre porém sem abdicar do rigor: filosofia, esoterismo, misticismo, religião.

Usaremos aqui unicamente textos e escritos de nossa autoria.


Daniel R. Placido