Nesta e nas próximas postagens, vou aproveitar textos que escrevi no meu antigo Blog, Parzival (http://parzival.zip.net/), e que ainda julgo aproveitáveis.
Antroposofia: uma introdução – Daniel R. Placido
(Escrito em setembro de 2005)
Ao antropósofo B. T. Sixel, pelas correções e sugestões oferecidas.
1.O que é?
“Antroposofia”, termo usado já na Renascença (H. Kunrath) e encontrado na obra de E. H. Fichte (o filho), significa, do grego, SABEDORIA DO SER HUMANO; foi criada pelo filósofo e esoterista austríaco Rudolf Steiner (1861-1925), do qual falaremos mais adiante.
Rudolf Steiner (1861-1925)
A Antroposofia, ou Ciência Espiritual Antroposófica, permite uma elaboração de uma concepção do mundo (WELTANSCHAUUNG) erigida sobre três pilares: 1º. rigor científico; 2º. a espiritualidade como fator objetivo; e 3º. a entidade do Cristo esotérico-cósmico.
A Antroposofia propõe-se: primeiro, a reunir ciência e espiritualidade, dois pólos divorciados na âmago da civilização e alma modernas; segundo, “a levar o espírito que está no homem em direção ao Espírito cósmico”; terceiro, a ser uma mensagem universal do Cristo cósmico e, simultaneamente, correspondente a época moderna.
Doutro ângulo de enfoque, podemos dizer: a Antroposofia, ou a Rosacruz moderna (S. Prokofieff), se propõe a “compreender e realizar as intenções do Cristo Vivo na Terra, sob as formas perfeitas da sabedoria (ciência), do belo (arte), e do bom (ética)”.
2. Vida de Rudolf Steiner
Steiner nasceu em Krajelvc, atual Croácia; outrora essa cidade pertencia ao Império Austro-húngaro.
Relativamente desfavorecido em termos materiais, filho de um modesto funcionário das estradas-de-ferro austro-húngaros, não seria demasiado fácil a Steiner realizar seus estudos básicos e superiores; ele desde cedo apresentou uma inteligência aguda e penetrante, se destacando com brilho nos estudos e revelando uma rara disposição para a ciência e a filosofia – muito criança se fascinou com a geometria, e apenas com 14 anos já lia Kant sozinho.
Steiner completou seus estudos superiores na Academia Técnica de Viena. Ainda na faculdade, com meros 21 anos, foi-lhe confiada, por meio do seu professor, o eminente goetheanista, Karl Julius Schröer, a tarefa de editar os escritos científico-naturais de Goethe, autor ao qual se dedicava desde os 18 anos e cujo impacto foi profundo, decisivo e duradouro sobre a fisionomia espiritual e intelectual de Steiner; nessa época, com efeito, poderíamos concebê-lo como um ardoroso “goetheano”.
Anos mais tarde, Steiner vem a integrar o prestigiado grupo de comentaristas e estudiosos goetheanos, no Arquivo Goethe-Schiller, em Weimar; nesse círculo conhece e freqüenta muitas personalidades do mundo filosófico, científico e artístico alemão da época. Do período aqui aludido, data outrossim o doutoramento de Steiner em filosofia, cuja tese defendida sai um ano mais tarde sob o título de “Verdade e Ciência”, livro de considerações epistemológicas; adiante, Steiner publica seu livro “A Filosofia da Liberdade”, obra capital demarcando sua maturidade e autonomia intelectuais. Por esta época casa-se com Anna, viúva Eunicke – anos depois, já falecida Anna, Steiner se casa pela segunda vez, agora com Marie von Sivers.
Mudando-se subseqüentemente para Berlim, Steiner é aí co-editor de um relevante periódico literário; conferencista solicitado; docente em uma escola para operários, etc. Em Berlim, sendo este o acontecimento biográfico mais importante dessa fase de sua vida, Steiner é introduzido no círculo da Teosofia, aonde lhe é possível expor a Antroposofia, ainda em etapa embrionária. Decorrente do êxito das suas conferências e idéias, Steiner integra e preside a recém-criada Sociedade Teosófica na Alemanha. No âmbito da Teosofia, Steiner desenvolve intensa atividade: realiza inúmeras palestras e ciclos de conferências pela Europa, divulgando a sua Antroposofia; publica os livros antroposóficos básicos – “Teosofia”, “A iniciação”, “A ciência oculta” - ; dirige representações artísticas, etc.
Em 1912-1913, um conflito interno leva Steiner a deixar a Sociedade Teosófica; veio a lume as divergências entre a Antroposofia, enfática quanto a entidade cósmica do Cristo e a ciência, portanto ocidental, e o teosofismo, baseado em um orientalismo eclético e em métodos de trabalho não-científicos. Fora da ST, Steiner funda, junto aos colaboradores e discípulos mais assíduos, a primeira Sociedade Antroposófica; aí continua e alarga as tarefas de conferencista, escritor, artista, etc; é criado um movimento antroposófico de escala geral internacional. Para ser o edifício-sede da SA Steiner e colaboradores projetam, em Dornach-Suíça, o primeiro “Goetheanum”, em estilo arquitetônico inovador, sendo uma inconfundível homenagem e tributo a Goethe; esse edifício é destruído em 1923, por um incêndio criminoso.
Os últimos anos de vida de Steiner evidenciam um tensão dolorosa entre dificuldades consideráveis e êxitos surpreendentes. Há o desgosto terrível de ver o “Goetheanum”, trabalho de muitos e irrecuperáveis anos, ardendo em chamas; a manifestação de problemas internos no movimento antroposófico; as hostilidades externas - Steiner chega a sofrer um atentado - ; e, enfim, a doença sobrevindo. Em contrapartida, Steiner desenvolve uma atividade infindável e prodigiosa; cria algumas das derivações práticas da Antroposofia; refunda a Sociedade Antroposófica, reformulada e agora acrescida do nome “Geral” (1923); projeta o segundo “Gotheanum”, a ser acabado após sua morte, etc.
Steiner morre em 1925, em Dornach.
3. A obra de Rudolf Steiner
A obra completa de Steiner (GA), traduzida para vários idiomas e conhecida no mundo todo, consiste em mais de 300 volumes, parcela dos quais sendo o resultado da transcrição de cerca de 6000 conferências feitas por Steiner em vida; não tão-somente a quantidade, mas a originalidade, exatidão, amplitude e rigor desta obra são impressionantes, abarcando praticamente todos os campos do conhecimento e da atividade humanas, de Buda à medicina.
Uma isenta análise da extensão, profundidade e vigor da obra de Steiner é o suficiente para enquadrá-lo no rol dos grandes pensadores de todos os tempos, e reconhecer a Antroposofia como uma das grandes criações do espírito humano, e fazer de Steiner uma espécie de Platão ou Aristóteles em nossa tempo. Isso contrasta face o escasso reconhecimento dado a Steiner por parte dos filósofos e cientistas “oficiais”, os quais, amiúde, se dão ao luxo de descartá-lo sem mais nem menos, quando muito taxando-o de “místico visionário”. Ora, Steiner foi antes de tudo e sempre, UM HOMEM DE CIÊNCIA, como tal pensando, escrevendo e falando, e tal é, justamente, a razão de sua obra merecer o crédito de inumeráveis pessoas no mundo inteiro, muitas das quais destacadas e respeitadas em suas respectivas áreas de atuação – cientistas, artistas, filósofos, etc. Reconhecimento? Talvez este venha algum dia; mas Steiner não esperava-o, sendo para ele infinitamente mais importante a difusão e a prática da Antroposofia, em sua busca de espiritualizar o Homem e a Terra.
4. Práticas antroposóficas
Estes são alguns impulsos prático-espirituais nascidos da obra de Steiner; eles estão semeados, espalhados e reconhecidos mundo afora, levando a Antroposofia ao âmbito social:
-eurritimia, nova arte do movimento, também aplicada pedagógica e terapeuticamente;
-pedagogia curativa: empregada no tratamento de crianças com deficiências mentais;
-pedagogia Waldorf: famoso modelo de educação humanística;
-medicina antroposófica: ampliação da medicina tradicional;
-tri-membração do organismo social: proposta de autonomia entre as
esferas espiritual, estatal jurídica e econômica na sociedade;
-agricultura biodinâmica: a agricultura como uma atividade viva e integradora espiritualmente do homem e a natureza;
-comunidade de cristãos: movimento religioso difundida no mundo inteiro, nascido fora do contexto antroposófico propriamente dito.
Outros: farmacologia Weleda, arquitetura antroposófica, dicção etc.
5. Antroposofia e seus atributos
Resumindo por alto, estes são os atributos da Antroposofia, logo abaixo, a qual está sob a orientação da Sociedade Antroposófica, com sucursais e membros em diversos países.
A Antroposofia é:
a) abrangente;
b) conceitual;
c) espiritual;
d) antropocêntrica;
e) tem com essencial o desenvolvimento espiritual;
f) tem com essencial o desenvolvimento da consciência, autoconsciência, individualidade e liberdade;
g) pública e aberta;
h) embasada na evolução histórica,
i) renovadora da pesquisa científica;
j) tem com essencial a liberdade como verdadeiro alvo do desenvolvimento moral.
2. A Antroposofia NÃO é:
a)misticismo;
b) religião;
c) não emprega mediunismo;
d) sexista, racista, nacionalista, etnicista, classista;
e) moralista;
f) dogmática;
g) seita nem “secreta”;
h) sociedade fechada.
6. Pensamento de Steiner: de Goethe à Antroposofia
Steiner foi, antes de mais nada, o mais profícuo, brilhante e original intérprete de Goethe, não se restringindo apenas a glosá-lo, e sim organizando e complementando seu pensamento; Goethe, além de grande poeta, era filósofo e cientista.
O contributo de Steiner em relação a Goethe pode ser resumido, grosso modo, nisto:
a) demonstrar que a obra científica de Goethe, longe de se reduzir a descobertas e intuições isoladas - como o achado do osso intermaxilar e a criação da doutrina das cores -, ou , como queriam uns e outros, a um reles DILETANTISMO nebuloso, é, ao contrário, empresa da mais alta envergadura científica, produto de uma mente poderosa, criador de um novo método cientifico, constituindo uma revolução nas ciências naturais e um contraponto ao materialismo nessas instalado;
b) b) Goethe, pela amplidão e universalidade de seu espírito, é o modelo do sábio esoterista: aquele que sabe o segredo de estabelecer o não-saber antes de qualquer juízo.
Contra o mecanicismo e o fisicalismo nas ciências naturais, Goethe postulava ser necessário pensar o mundo orgânico tal como deve ser, ou seja, ORGANICAMENTE, por conseguinte, de forma irredutível à lógica mecânica de decompor/justapor o todo e suas partes, igual se pensava o mundo inorgânico; complementando essas proposições sobre a vida, epistemologicamente Goethe propunha combinar pesquisa empírica e idealismo objetivo, entender o pensar como ÓRGÂO DE PERCEPÇÂO de idéias e conceitos, o “tipo” como estruturador ideativo da espécie, e assim por diante.
Ao resgatar Goethe, Steiner tinha um objetivo claro: combater o materialismo e o positivismo reinantes tanto na Alemanha como no mundo filosófico-científico europeu e extra-europeu do segundo quartel do séc. 19; de um lado, somente Goethe parecia insuficiente para fazê-lo e, do outro, a reação neo-kantina parecia anacrônica e presa ao próprio positivismo. O que fazer?
Havia um ponto aonde o próprio Goethe não tinha deveras progredido em suas reflexões; qual? Goethe dominava e aplicava o seu método cientifico, mas não havia desenvolvido-o cientificamente Ele tinha uma aversão do “pensar sobre pensar”(autofundação reflexiva em Fichte). Nesse ponto Steiner enxergou um caminho fecundo e inexplorado para salvar a ciência da infecção materialista e, também, demarcou sua fronteira de “goetheano” para pensador autônomo; isso levaria-o da ciência natural ao problema do conhecimento e à epistemologia, retornando a Kant, e à ética fichteana, doutrina científica da liberdade, e daí para outros caminhos.
Observando o próprio pensar, Steiner reconhece que o pensar sem dúvida é ativo, sua atividade porém não é a da simples REPRESENTAÇÂO idealista, e sim a de PERCEBER A ATIVIDADE das idéias e conceitos, cuja existência é subjetiva-objetiva, real e independente do homem e de sua faculdade representativa; em outras palavras, a consciência pensante é o “palco” onde se apresentam as essências, em si e por si mesmas. Ainda muito jovem Steiner já vislumbrara essa via nova, quando reformulou a Doutrina-da-ciência de Fichte (pai), completando “O Eu põe o Eu”:para “O Eu põe a cognição”.
Superando tanto o antigo dualismo platônico quanto a (nova) dualidade kantiana – “coisa-em-si” e “coisa-para-mim”, “razão pura” e “razão prática” -, Steiner encontraria no pensar uma ponte assaz firme como elo entre o mundo espiritual das idéias e o mundo evidente aos sentidos exteriores, conformando uma unidade indissociável - vale dizer, entre o mundo do pensar e o mundo da experiência, o "eu”(Eu) e o mundo exterior dos sentidos. E mais. estabeleceria o sentido preciso da liberdade humana, sufocada nas abstrações materialistas.
O “Eu” dotado de autonomia e autoconsciência, concentrado sobre o próprio pensar, insubmisso a qualquer autoridade externa e maduro em sua cognição é fundamentalmente LIVRE, por ser capaz de determinar as leis de seu agir e querer, para além de quaisquer determinismo e teleologismo.
Dessas teses e idéias seria extraída a base filosófico-científica da Antroposofia/Ciência Espiritual, ainda que daquelas não se possa deduzir logicamente esta; aqui apenas aludiremos ao percurso da filosofia à Antroposofia.
Quando o espírito contemplante observa na Idéia universal um conceito, por exemplo, o de “círculo”, o qual se vê com os olhos desenhado em uma lousa, compreendemos o seguinte: o conceito não é causado nem derivado da experiência evidente aos sentidos exteriores – contrariando o empirista -, e tampouco se trata de uma representação subjetiva; percebe-se através do pensar o CONCEITO do círculo, o qual não pode advir da experiência comum, isto é.dos dados evidentes aos sentidos exteriores – mas sim do pensar que concebe em experiência superior que todos os pontos da linha curva são eqüidistantes de um ponto central obtendo o conceito, a lei de um círculo perfeito, que como tal é universal, mas no ato da concepção é individualizado e torna-se representação da alma, isto é subjetivo. Diferenciar representação e conceito e um feito absolutamente novo de Rudolf Steiner.
Para Steiner, o pensamento objetivo, autoeducado e exato, VIVENCIADO COM A FORÇA DA ALMA, conduz ao mundo das essências espirituais, isto é, ao mundo espiritual. Esse mundo, “visto” pelo clarividente como uma realidade inegável, pode ser apreendido metodicamente, em analogia ao mundo natural; muda-se o “objeto” de conhecimento e o método, entretanto não o estatuto de ciência; o mundo espiritual, ao qual o homem pertence por seus pensamentos e espírito, constituídos da mesma “substância”, é tão factível (na verdade mais) de ser conhecido quanto o natural, conquanto sob os parâmetros de uma ciência espiritual. O que é necessário para tanto?
Conjugando a metodologia científico-espiritual ao desenvolvimento sadio da clarividência – quer dizer, dos ÓRGÃOS SUPRA-SENSÌVEIS DE PERCEPÇÃO, análogos aos dos sentidos físico-exteriores -, o homem pode adentrar diretamente no mundo ideativo dos arquétipos, absolutamente certo de não estar sofrendo visões, alucinações, autosugestão, devaneio etc., podendo, então, em linguagem adequada, comunicar a toda inteligência humana o que objetiva e verdadeiramente ali se passa, como um autêntico PESQUISADOR ESPIRITUAL, analogamente ao naturalista, o qual, pelo treinamento árduo da observação e do pensamento, expõe ao leigo em ciência naturais as leis, características e pormenores da natureza.
Daniel R. Placido
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Bibliografia Básica
Rudolf Steiner, Johannes Hemleben, Antroposófica
Antroposofia, ciência espiritual moderna, Rudolf Lanz, Antroposófica
Passeios através da história á luz da Antroposofia, idem, Antroposófica
A obra científica de Goethe, Rudolf Steiner, Antroposófica
Teosofia, idem, Antroposófica
Verdade e ciência, idem, Antroposófica
A filosofia da liberdade, idem, Antroposófica
A ciência oculta, idem, Antroposófica
Evangelhos de Lucas; Evangelho de Mateus: Evangelho de Marcos; Evangelho de João, idem, Antropsófica
O Quinto Evangelho, idem, Antroposófica
Cristianismo como fato místico, idem, Antroposófica
Como se adquire o conhecimento dos mundo superiores, idem, Antroposófica
O conhecimento iniciático, idem, Antroposófica
Fisiologia oculta, idem, Antroposófica
Como superar as carências da alma em nossa época, idem, Antroposófica
A educação da criança segundo a Ciência Espiritual, idem,Antroposófica
A eterização do sangue: intervenção do Cristo etérico, idem, Antroposófica
Como atua o anjo em nosso corpo astral, idem, Antroposófica
A espiritual condução do homem e da humanidade, idem, trad e ed. F. Muller
La Theoosophia Rosicruciana, idem, Epidauro
Select Works R. Steiner: Rosicrucianism, A. Welburn (org.), Floris Books
O esoterismo, Pierre A. Riffard, Mandarim
Historia da filosofia, Julían Marías, Souza e Almeida
Autofundamentação reflexiva em Fichte, apud, Para além da fragmentação, M. A. de Oliveira, Loyola
Fichte/ Kant/Schelling. Obras escolhidas, Abril cultural
Artigos:
Antroposofia, um caminho difícil, Rudolf Lanz, Planeta
Rudolf Steiner: o grande iniciado, J. Begier e E. Schumberg, Planeta
80 anos de agricultura biodinâmica, Bernardo T. Sixel, Revista ABAB
Theosophy and Antroposohy in Russia, N. Berdiaeff, WEB
Sites:
-Página da Tropis, ONG idealizada por Ralf Rickli:
www.tropis.org/biblioteca .
- "Sobre a teoria do conhecimento de Rudolf Steiner", este texto de Marcelo da Veiga Greul (Federal de Santa Catarina):
http://www.bairrodemetria.com.br/antroposofia/antroposofia.html
-"Antroposofia, ciência e religião", este texto de Waldemar Setzer (USP):
http://www.ime.usp.br/~vwsetzer/carta-Reale-religiosidade.html
-Crítica de Paulo Mota (UFMG)
http://www.artnet.com.br/pmotta/textos_filosteiner.htm
-Sites antroposóficos:
www.elib.com/steiner
www.sab.org.br
http://www.rudolf-steiner.com
-Defesa de Steiner, contra boatos e acusações falsas e absurdas, circulando na Internet, que ligam Steiner a Hitler, a OTO, à Sociedade Thule, ao racismo, etc.:
http://www.defendingsteiner.com/index.php
domingo, 9 de novembro de 2008
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